quando quiseres entrar
pode ser de não encontrar
sentido inteiro de pressa,
só minguante.
talvez encontre mistério e silêncio
quando a febre passar
e meu corpo acordar
desse olhar de querer
ver.
vou estacionar meu susto
do mundo em seus braços
e repousar essa nostalgia de
contemplar sozinha o entardecer.
tomo ávida seu espaço de dentro
quando te flerto nos olhos e
quanto mais capto,
menos penso.
pode ser de não encontrar
sentido inteiro de pressa,
só minguante.
talvez encontre mistério e silêncio
quando a febre passar
e meu corpo acordar
desse olhar de querer
ver.
vou estacionar meu susto
do mundo em seus braços
e repousar essa nostalgia de
contemplar sozinha o entardecer.
tomo ávida seu espaço de dentro
quando te flerto nos olhos e
quanto mais capto,
menos penso.
enquanto você viaja
rogo eu adeus
em sonâmbulos versos
e também viajo eu.
e também viajo eu.
adeus às esperas,
aos entraves,
aos freios que secam
e castram fábulas
por meras vaidades.
essa estranha paz ciência
adquiri faz séculos -
sou feita de ecos, Perséfone
de um mundo avernal.
se espera ácida
rapta o tempo,
melhor é que sejamos
hasta el infinito lentos.