percebo aos poucos esta angústia que toma o sangue, uma pancada no peito que não é própria do coração, mas da sensação, da madrugada mal dormida, da estrela acordada que eu via da janela da minha madrugada, este arrepio corporal da sombra da solidão, este estar presa ao corpo que dói porque quero estar além de mim, esta fixação à própria dor, à própria pele, sentindo lentamente a saliva que desce e engasga, porque não é possível entrar, nada, absolutamente nada, estou trancada e apenas a dor pulsa lá dentro e pior que a dor vai a certeza de ser tão pequena.
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