quarta-feira, 11 de julho de 2007

Quando o dedo pousa o umbigo um uivo vai ter com a lua. A lágrima jorra dos poros, o olhar, intacto no teto, tenta definir a cor da luz, não é de um amarelo ouro, talvez um pouco mais tendente ao rubro, fechou, pequenas minhocas piscam no breu, coloridas. Talvez fosse isso o infinito, ó deus dos incrédulos, ó divindades dos ateus, se é isso o fim supremo dos eleitos eu acredito no paraíso e, egoísta, quero ser escolhida. Abre-se as pálpebras, a parede fixa o limite, situa-se no mundo, há asfalto do outro lado, a terra lhe retém, olha ao lado, há um corpo que também olha, que também pensa fixo na retina. Volta ao mundo e nunca sabe de onde vem. Quer apenas lá, intervalo de luz.

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