terça-feira, 7 de novembro de 2006

o adiamento sem fim de qualquer mudança substancial, a espera do momento ideal, das condições objetivas perfeitas, o medo do desconhecido, a satisfação com um estado de equilíbrio e controle, a não desestruturação, a conformação com o que há porque antes isso que qualquer desconhecido. e daí? o corpo quer cair, quer se lançar num impulso dentro da possibilidade, quer ser, quer dar-se à dialética, a dialética como encarnação do outro, o outro como fundamento, o outro dor e o outro ponte, o outro como caos e o caos como única possibilidade.

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