quarta-feira, 12 de outubro de 2005



A madrugada é literatura. Sente os livros acordarem e os autores cochicharem. Não pode perder as assembléias noturnas. Aos poucos o corpo sucumbe e as pálpebras piscam lentamente. Na madrugada o mundo não existe. Não fosse um carro ao longe, seria usurpada pelos livros. Gozo de um não ser eu. Torpor ao dobrar a página.
Mas pesa viver por mais de 20 horas.
É preciso morrer um pouco todo dia.

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