Desejo de pele que ferve e abraça,
De boca oca que se enche de língua,
De ventre de pano que se desnuda,
De olhos de luzes, de cores e sombras,
De dedos que entram nos furos do outro,
De pernas pra baixo, pro lado, pra onde?
De suor que desce pela pele, pelos poros, pelos pêlos,
Enrolados, molhados, puxados,
De rosto careta pra depois sorriso,
De voz que grita e silencia,
De tempo e espaço... passo, passo, passo de dança,
No puf, na cama, no chão e teto
Akmê, oxalá, pai xangô que o trem é bom,
Caminho-da-minhoca...
Onde é que fui parar?
De boca oca que se enche de língua,
De ventre de pano que se desnuda,
De olhos de luzes, de cores e sombras,
De dedos que entram nos furos do outro,
De pernas pra baixo, pro lado, pra onde?
De suor que desce pela pele, pelos poros, pelos pêlos,
Enrolados, molhados, puxados,
De rosto careta pra depois sorriso,
De voz que grita e silencia,
De tempo e espaço... passo, passo, passo de dança,
No puf, na cama, no chão e teto
Akmê, oxalá, pai xangô que o trem é bom,
Caminho-da-minhoca...
Onde é que fui parar?
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