domingo, 10 de outubro de 2010
o amanhecer no ser tão
"ah, medo tenho não é de ver morte, mas de ver nascimento. medo mistério. a colheita é comum, mas o capinar é sozinho. moço: toda saudade é uma espécia de velhice. coração da gente - o escuro, escuros. assaz o senhor sabe: a gente quer passar um rio a nado, e passa; mas vai dar na outra banda é num ponto muito mais em baixo, bem diverso do em que primeiro se pensou. viver é muito perigoso. sertão é onde o pensamento da gente se forma mais forte do que o poder do lugar." (guimarães)
quarta-feira, 6 de outubro de 2010
Arte em Conquista
terça-feira, 28 de setembro de 2010
quarta-feira, 15 de setembro de 2010
plenitude
depois.
e de novo, depois,
o mesmo turbilhão.
novas paisagens, os já quase debutantes personagens, que não se sentem jamais completados, exigem novas formas, novos atos, como vingança por tê-los criado. é possível matá-los, suicidá-los, mas não se sente capaz de tanto. forma de compartilhar a infinita percepção do mundo com outros seres por ela criados - não poderá jamais sentir-se Uma com tantas variações compondo o próprio ser: se desintegra e dá nome de gente, bota logo no fogo: que vá se queimar no mundo! e aí tudo volta pior do que o caos - quando vivos, quando gente, eles vivem aprisionados no desejo de preenchimento de novo ato. anos se vão na luta que se trava: ou eu os domino, ou me perco neles. e há uma multidão à espreita, esperando a oportunidade de me aprisionar.
mas há também aqueles já esquematizados, como enquadramentos a serem interpretados - os personagens morrem quando um corpo o habita - talvez por isso busque agora corpos que os integrem, para que se desprendam dela, para que desapareçam, a deixem em paz. esses são também amados, como uma vela que se apaga, como uma paixão velha e ainda quente, acolhedora, que entra ano, sai ano, sabe-se adormecida, mas ainda adolescente, que ascende no olho a chama a cada retorno ao mar.
a escrita elegeu um corpo oco.
as vezes se sente Criadora,
as vezes se pensa criatura -
ambas condenadas uma à outra
e à eternidade
n'um corpo OcO.'
terça-feira, 7 de setembro de 2010
quarta-feira, 11 de agosto de 2010
PESCARIA
o afeto é um valor?
o afeto tem uma estétika?
o afeto é também político?
domingo, 8 de agosto de 2010
quarta-feira, 4 de agosto de 2010
o sagrado pelo avesso
do que deve acontecer
no fim do mundo.
a escatologia
bem como a palavra orgia
pertencem ao dasein
.......................design
porvir -
estamos quase nus.
..............................................
quem carrega os pincéis do mundo que escrevo,
dos caminhos de terra,
de pedras e vales?
quem encena os personagens que componho
e aqueles que minhas palavras, no ato de dizer
já interpretam,
vazios, sombrios, famintos,
pobres e marginais?
em vão
as carnes se mexem
como materialidade da vida.
em vão?
não há nuvem tão grande
capaz de cobrir o oco céu além da carne.
não há?
"Nem mesmo a palavra?", pergunTo.
"Ora", direis, "ouvi estrelas!"
Hilda: "o que esperais de um Deus?
Ele espera dos homens que O matenham vivo"
eu sou o circulo e Ele a circunferência:
Mênade e Fauno no cortejo de Dionísio.
sábado, 10 de julho de 2010
ella mira por la ventana el mundo allá abajo. en algunos días el cuerpo busca. salle con sus amigos, se sienta en una mesa, pide una bebida y no se detiene. ¡dice algo! ¡decir es un disparate! se embriaga. la búsqueda ahora es más real, mismo con baco. hace el cuerpo bailar con la música. la música salva la noche, es buena... recuerda siempre la ausencia que hace el otro. ah, ¡dame fuerza de contemplar sin asco mi cuerpo y mi corazón!, dijo baudelaire, se acuerda mientras sirve otro trago de vodka en sus labios. quizá sea el fin... por que no apoyaría otra vida... una es hermosa, pero suficiente. desnudez y desgarro en la noche y en toda la existencia. baila el cuerpo hasta las siete y después duerme el sueño de la eternidad... en el sueño vos aparece a veces... pero de ninguna manera ella aprende a volar. va por el suelo. el mar... quítate la ropa. inmersión del cuerpo, una bomba de sangre. mancha de aceite. la racionalidad es una estupidez pero todos se sirven. el amor se revela y se escabulle en la noche. el amor y la soledad. según aristóteles, las cosas se diferencian en lo que se parecen, y en ocasiones los seres llegan a separarse por lo mismo que aman... te he visto vagando por milenios, milenios....
terça-feira, 6 de julho de 2010

Três palavras
Curta de 17 minutos,
baseado em meu conto "Diálogo de dois amigos".
Direção e fotografia por Gabriela Leite;
Roteiro, atuação e finalização por Paulo Thiago;
Assistência de direção e roteiro por mim;
Trilha por João Omar.
Selecionado para o Festival de Inverno de Ouro Preto e Mariana.
Site do festival, com a programação:
http://www.festivaldeinverno.ufop.br/2010/home.php
roteiro para curta em três atos
dia 1
amanhece. e você na estrada...
a casa, imensa!
dia 2
a casa. e você amanhece...
a estrada, imensa!
dia 3
a casa, o amanhecer,
a estrada, o imenso...
até você,
tudo derrete em saudade.
