Isaac Liberato (1906 - 1966)
A mulher grita em sua dialética.
Ela não é quem fora.
É asa que quer voar.
Se não escrever é capaz de explodir, explodir.
Os dedos tremem sobre a tecla, frenéticos.
Trabalho compulsivo de compor palavras.
Depois, tranca-se num livro por dois dias.
Trocar de pele dói...
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